As recentes revelações de Romero Jucá acabaram confirmando o que todo mundo já sabia. A Presidenta Dilma é a única pessoa capaz de garantir a continuidade da operação Lava-Jato e as investigações das denúncias de corrupção envolvidos todos os partidos da República. Partidos esses que vai desde a situação até a oposição política.

Jucá revela que o impeachment de Dilma tinha o claro objetivo de acabar com a lava-jato, em suas palavras: “Tem que mudar o governo para estancar essa sangria (Lava Jato).” Romero Jucá, ministro de Temer, março de 2016.

As transcrições foram publicadas pelo maior jornal do país, a Folha de São Paulo, e revelam conversas privadas que aconteceram em março, apenas semanas antes da votação do impeachment na Câmara. Elas mostram explícita conspiração entre o novo Ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o antigo executivo de petróleo Sergio Machado – ambos investigados pela Lava Jato – a medida em que concordam que remover Dilma é o único meio para acabar com a investigação sobre a corrupção. As conversas também tratam do importante papel desempenhado pelas mais poderosas instituições nacionais no impeachment de Dilma, incluindo líderes militares do país.

As transcrições estão cheias de declarações fortemente incriminadoras sobre os reais objetivos do impeachment e quem está por trás dele. O ponto chave da conspiração é o que Jucá chama de “um pacto nacional” – envolvendo as instituições mais poderosas do Brasil – para empossar Michel Temer como presidente (apesar de seus múltiplos escândalos de corrupção) e terminar com as investigações uma vez que Dilma fosse removida. Segundo a Folha, Jucá diz que o Impeachment levaria ao “fim da pressão da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.”

Trechos da matéria do jornal britânico The Intercept – Link completo: https://theintercept.com/2016/05/23/novo-abalo-politico-no-brasil-e-hora-da-midia-comecar-a-dizer-golpe/

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