Dilma Rousseff foi apeada do poder por um golpe de estado. Parlamentar, é verdade, nova modalidade de golpe na América Latina.
Foi destituída do poder, segundo a oposição da época, por assinar eventual contrato do chamado Plano Safra e pelas denominadas “pedaladas fiscais”.
Pedaladas que – diga-se de passagem – foram cometidas por diversos antigos presidentes da República, bem como atuais governadores de estado e prefeitos.
Para se ter uma ideia do tamanho do golpe arquitetado pela direita e pela mídia, basta-se pensar em um singelo caso: imagine-se alguém que subiu no muro do vizinho para subtrair uma goiaba. Como pena,  recebe prisão perpétua. Foi isso que aconteceu com a ex-presidente. Recebeu uma sanção infinitamente maior do que a eventual infração administrativa cometida.
Daí o golpe e a injustiça perpetrada contra a democracia.
Assumiu Temer e o país piorou. Em todos os setores. Basta dar uma olhada no desemprego que disparou.
No campo ético o governo é atingido por escândalos diários,  além de alijar qualquer possibilidade de uma aposentadoria agradável para os contribuintes.

Wallace Martins é advogado

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